Educação Sexual

“A sexualidade forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado dos outros aspectos da vida… A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações tanto na saúde física como na mental. Se a saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como um direito básico.”
Organização Mundial da Saúde, 1975

Esse projeto nasceu por demanda de instituições e vem cumprir com um importante papel social. É uma iniciativa pioneira, para essa faixa etária.

Os projetos de educação sexual do Instituto Criança é Vida estão direcionados a três faixas etárias:

  • Tempo de descobrir – 7 a 9 anos.
  • Sexo, amor e responsabilidade – 10 a 12 anos.
  • Questões de adolescência – 13 a 15 anos.

Têm como objetivo contribuir para que as crianças e adolescentes adquiram conhecimentos que as conduzam, futuramente, a exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade.

Foram elaborados para atender a demandas bem específicas das comunidades:

  • Crianças e adolescentes têm sido expostos ao sexo muito precocemente, uma vez que as famílias dividem os mesmos cômodos;
  • Crianças e adolescentes devem compreender e respeitar seus corpos e ter atitudes responsáveis em relação à sexualidade;
  • Há falta de informação e orientação, levando a um alto índice de gravidez não planejada entre adolescentes, doenças sexualmente transmissíveis, baixa autoestima, violência contra a mulher e exploração sexual;
  • Existe uma carência de material de qualidade sobre o tema para as instituições.

Objetivos específicos do Projeto:

  • Contribuir para que as crianças e adolescentes possam desenvolver conhecimentos que as conduzam futuramente a exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade;
  • Conhecer seu corpo, valorizá-lo e cuidar de sua saúde;
  • Proteger-se de relacionamentos sexuais coercitivos e exploradores;
  • Evitar gravidez não planejada, procurar orientação e fazer uso de métodos contraceptivos;
  • Unificar conhecimento;
  • Oferecer material de qualidade às instituições parceiras.

Aliança Estratégica:

Os projetos foram elaborados pela Profa. Célia Regina Ramos Siqueira, bióloga, e a revisão técnica foi feita pela Profa. Dra. Carmita Helena Najjar Abdo, Coordenadora Geral do ProSex – Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Ciclo Tempo de descobrir – 7 a 9 anos

  1. Conhecendo o corpo humano
  2. Muitas mudanças – puberdade
  3. Eu gosto do meu corpo
  4. Homem e mulher
  5. Como o bebê nasce
  6. Eu sei pedir ajuda

Ciclo Sexo, amor e responsabilidade – 10 a 12 anos

  1. Sexualidade e amor – o que é, o que não é
  2. Homem e mulher – corpo e comportamento
  3. Eu sou assim – corpo e autoestima
  4. Comportamento sexual – decisões
  5. Concepção, gravidez e nascimento
  6. Direito e cidadania – abuso e exploração sexual

Ciclo Questões de adolescência – 13 a 15 anos

  1. Sou adolescente – quantas mudanças!
  2. Adolescência – tempo de se conhecer e de se relacionar (autoestima, autoconhecimento e relacionamentos)
  3. Adolescência – momento de descobertas!
  4. Adolescência – o amor nos tempos de prevenção (métodos anticoncepcionais)
  5. Adolescência – crescer também é ter coragem de dizer não
  6. Adolescência – tempo de aprender e de praticar a tolerância (diferentes, mas não desiguais)

Passamos a ter mais vínculo afetivo com nossos alunos. Eles nos procuram mais, o relacionamento mudou, eles têm confiança em nos perguntar.

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Moro perto da escola e fiquei de licença por motivo de saúde. Neste meio tempo, uma menina de 11 anos ficou menstruada pela primeira vez. Ela se apavorou e começou a chorar porque sua roupa ficou manchada. Os meninos da classe a acalmaram dizendo que se lembrasse de tudo que eu tinha explicado, que era normal… Eles conseguiram um casaco para ela amarrar na cintura tampando a mancha, e a acompanharam até a sua casa para que ela se trocasse. Em seguida, eles correram para a minha casa para contar, muito orgulhosos, o que tinha acontecido e o que eles tinham feito. Em comunidades onde o homem não respeita a mulher, eu fiquei muito emocionada ao perceber como os meninos acolheram a colega.

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O embasamento teórico deste projeto é fantástico. Já havíamos abordado alguns assuntos com as crianças, mas garanto que não foi com a propriedade e facilidade que adquirimos com o projeto. As crianças precisam destas informações – foi um projeto de extrema importância para o CCA. Sinto-me privilegiado de ter participado desta formação.

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Este projeto de Educação Sexual produziu mudanças nas crianças que passaram a confiar mais em nós, educadores. Somente por isto já valeu a pena, mas foi além. Os pais também se aproximaram mais, elogiaram, agradeceram, pois muitos não sabiam como passar este tipo de informação. Nossas crianças precisam muito destas informações.

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Todos os educadores são unânimes em dizer que o número de palavrões diminuiu muito – não somente na referência às áreas genitais, mas de modo geral -, o que surpreende a todos.

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Foi uma quebra de tabus. Antes eles não falavam quase nada sobre sexualidade e agora as crianças nos olham com segurança, podem conversar sem timidez. Eu cresci muito com o projeto. Atualmente sei que posso falar sobre esse assunto com as crianças.

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Mais do que uma oportunidade para as crianças… este curso mudou a nós, educadores. Valeu, e muito!

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Como supervisora tenho visitado muitos serviços e somente ouço elogios ao trabalho – com grande repercussão. Acredito no trabalho e acredito na parceria!

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Houve uma transformação nas crianças. Elas se descobriram. Se cuidam mais, lavam os cabelos. Houve uma mudança na autoestima delas.

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Uma adolescente não tem condições de cuidar de um bebê porque o bebê não consegue fazer nada sozinho. Isso atrapalharia os estudos da mãe. Ter um bebê é coisa séria, exige muita responsabilidade, ocupa todo o seu tempo. Não dá para ir ao cinema, festas, sair com o namorado. Então, antes de ter um filho é preciso pensar se a gente tem condições de ser mãe ou pai.

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A internet é um meio de comunicação em que as pessoas podem enviar e receber mensagens, mas sites de bate papo nem sempre são bons porque tem gente que pode dizer que tem 11, 12 anos de idade, mas na vida real tem 30 ou40 anos e estão interessados em pedofilia.

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